quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

So sick

Mas o que diabos eu sei sobre o amor? O que eu sei sobre gostar de alguém, sobre querer ter alguém por perto? É ridículo como a última cicatriz deixada no coração é a que te define. É a coisa que mais lateja na mente, fazendo com que se perca a fé em tudo e em todos. Parece que você desaprende a gostar – a sensação mais clichê e irreal de todas. Mas daí para e pensa que, essa cicatriz é apenas uma em muitas que ainda vão ser deixadas. E meu Deus, como isso me irrita. Tipo, profundamente. Quantas coisas ainda vão nos machucar e deixar cicatrizes, e daí eu me pergunto: qual é o sentido disso tudo? Qual é o sentido de sofrer, curar e depois sofrer de novo? 

A vida é tão relativamente longa, e o tempo passa, sem que a gente se dê conta. Eu confesso que eu ainda não tenho noção do tempo. Porque parece que, em tão pouco, vivi e sofri tão muito. Foi de uma intensidade tão forte que me sinto uma idosa com vontade de fechar as portas para balanço. E me sinto ridícula pensando uma coisa dessas porque eu tenho 18 anos. Dezoito anos. Quem já se sente cansada aos dezoito? Acho que a resposta é que eu sou uma perfeita idiota que se frustra fácil. 

É tão difícil controlar pensamentos, vontades ou carências. Às vezes tudo o que se precisa é de um dia sem lembrar de todas aquelas ideias desprezíveis que tomam a nossa cabeça e infernizam o resto do tempo acordada. Ai, e como eu queria um dia assim. Vinte e quatro horas despreocupada. Despreocupada com aquela música triste que toca sem querer, despreocupada com aquela maldita coisa que traz lembranças, despreocupada com aquela vontade de conversar. Só um dia que passasse despercebido. Um dia em vão.

Viver é bizarro e desafiante. E eu repito: aos dezoito, o que diabos eu sei sobre o amor?

Um comentário:

Lara Vieira disse...

Hey amore, indiquei vc no meu Liebster Award, dá uma olhada lá e se quiser, participa. bjs ;)