quinta-feira, 25 de abril de 2013

30 Days Writing Challenge: Dia #02

Dia 2 - Escreva sobre algo histórico

Fala, gestos e escrita são três ferramentas essenciais em nosso cotidiano. Acredito que todos nós algum dia já nos questionamos como as primeiras formas de comunicação surgiram e se aperfeiçoaram até chegar no nível que conhecemos hoje. Baseando-me na obra ''A Evolução na Comunicação: do Sílex ao Silício'' e mais especificamente no primeiro capítulo escrito por Barbara Giovannini, denominado ''Assim o Homem Inventou a Comunicação'', irei retratar de maneira breve e simples como o homem desenvolveu esse fantástico meio que hoje movimenta o mundo.
Inicialmente, é essencial falar sobre a chamada ''Fase Pré-Oral''. Ela é basicamente o período em que o homem pré-histórico ainda não possuía domínio sobre a fala, ou seja, não existia uma língua e muito menos uma escrita. O marco decisivo para a mudança até a ''Fase Oral'' foi quando o homem parou de devorar às pressas a carne crua e descobriu o gosto e o conforto em roda da fogueira, trocou informações e impressões entre si. Foi assim que se deu início a linguagem. 
Mas, quando de fato começou a fala humana? É muito difícil saber ao certo pois ''a vida social e linguística não deixa fósseis'', isto é, não é possível se ter registros concretos sobre o método que os pré-históricos utilizavam para se comunicar, ao contrário das pinturas, por exemplo. Supõe-se que a comunicação era igual a dos demais mamíferos, compostas de urros, gritos, grunhidos, etc. Com o aumento da massa cerebral o homem começou a observar ao seu redor e a linguagem passou a ser imitativa dos sons emitidos pela natureza. A sociedade oral era tribal, e a comunidade sempre foi um lugar de segurança para o homem. Mas, depois de desenvolvida a fala, como as sociedades que não possuíam nenhum tipo de escrita se fixavam? Ainda sem poder deixar seus registros para a história, o homem se apegava a provérbios, preceitos e receitas que ficavam na memória de alguns.
Finalmente, desenvolvido pelos Sumérios na Mesopotâmia, o primeiro tipo de escrita que se tem história surgiu: a cuneiforme. Ela era usada através de tábulas feitas de argila que contava com a mesma técnica de fazer tijolos. Elas surgiram da necessidade dos sacerdotes de controlar a contabilidade dos tributos devolvidos ao deus da cidade e funcionavam da seguinte forma: eram usadas facas de sílex (tipo de rocha), de metal ou de osso para gravar os caracteres nas lajotas antes de serem postas para secar. Primeiramente, a escrita cuneiforme abrangia apenas imagens chamadas ''pictogramas'', ou seja, o homem apenas representava o real através de desenhos de animais, utensílios, sinais abstratos, números, etc. Essa foi a primeira tentativa de fixar a linguagem, porém, não era possível a articulação de frases.
Trezentos anos mais tarde, o sinal passou a indicar um som, o que representou a passagem para uma espécie de escrita fonética, porém ainda limitada, pois os pictogramas não foram abandonados completamente. Para ilustrar um pouco sobre essa escrita ''misturada'' entre desenhos e sinais que representavam sons, é válido citar os hieróglifos do Egito Antigo, onde os primeiros escritos surgiram de rituais e cerimônias fúnebres que tinham certo valor mágico. Os hieróglifos egípcios eram a combinação de desenhos e sinais fonéticos não alinhados que eram dispostos em função de beleza. Como os egípcios representavam as coisas e pessoas de perfil, esse ser em questão servia de orientação de sentido para começar a ler. 
Exemplo de hieróglifo egípcio. Observe os personagens ilustrados que determinavam o sentido da leitura.
A escrita, de fato, finalmente teve seu estágio avançado com a invenção do alfabeto que remonta aos Fenícios ou até mesmo aos semitas da Síria, entre o II e I milênio. No entanto, o alfabeto fenício teve alcance limitado por não ser composto de vogais. Por exemplo: quando eu escrevo ''LV'', várias palavras podem surgir dessas duas consoantes. ''Luva'', ''louve'', ''Lívia''. A falta de vogais abria uma ampla possibilidade de significados, o que dificultava o entendimento da escrita. Foi então que surgiu o alfabeto grego, que possuía vogais e consoantes e veio por conta das transformações sociais que afetavam a Grécia. 
Como foi possível ver, a história da comunicação é repleta de suposições, especulações e uma série de incertezas. Entretanto, tudo isso serve de reflexão para que nós, seres humanos do século XXI, possamos entender mais sobre como o esforço, o desenvolvimento e as necessidades naturais de nossa raça foram fundamentais para a construção do sistema de comunicação tão racional e eficiente que usamos hoje.

Um comentário:

maria gabriela Santiago disse...

ammmmmmeeeeeei, futura jornalista igual a mim!! *-* visita??? http://makelovemoda.blogspot.com.br/ beeijos