quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pequenos Pensamentos...

Poema do Ócio

Tarde serena
Sozinha, é uma pena
Buscando vontade,
encontrando saudade

Assiste a novela
O refúgio dela,
depois que acaba
Na cama desaba

Come empada
Prepara a torrada
Adesivos na porta,
ainda tem torta!

Rimas tão pobres,
assustam os nobres
Pensa no adjetivo,
mas e substantivo?

Caminha no corredor
Mexe no computador
Lembra da faxina
Sossega, menina!

Acaba lendo
Ou talvez escrevendo
Versos escondidos,
palavras sem sentido.

(Vitória Londero)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TAG: Campanha de Incentivo à Leitura


Hoje venho aqui para responder a primeiríssima tag do blog que eu ganhei da Line Ferraz, autora do blog Puta Merda que também é afiliado do Quintessência. Para quem não sabe, indicar uma tag para alguém é uma espécie de meme que pode ter fins diferentes. Por exemplo: eu posso criar uma tag pedindo que os blogs indicados respondam ''Quais são os 5 lugares que você gostaria de passar as férias algum dia?'' (gostei dessa pergunta e não seria uma má ideia criá-la de verdade. Acho que vou fazer isso). Os indicados irão precisar passá-la para outros e assim o assunto se espalha! 

Certo, então vamos para as regras da tag de hoje:


1 - Responder a pergunta: 'Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?' 
2 - Indicar 10 blogs para fazer o meme - é expressamente proibido oferecer o laço "a quem quiser pegar" sem indicar seus blogs primeiro. Ou seja, é somente por indicação. 
3 - Avisar os blogs que você indicou e colocar a imagem no seu blog para apoiar a campanha.

Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?

Bem, eu gostaria de indicar três livros - dois deles eu li recentemente e o outro foi um dos primeiros livros que li na minha adolescência, então já faz algum tempo. Vamos começar por essa ordem:

Um Cappuccino Vermelho por Joel G. Gomes: curiosamente, o autor desse livro é natural de Barreiros, Portugal. Procurando por algumas obras para baixar no iPad, li a sinopse desse e achei interessante. Felizmente, não me arrependi de ter baixado! É uma história um pouco diferente de todas as outras: o foco do livro está em dois escritores. Um deles, chamado Ricardo Neves, além de ser escritor, também é um assassino profissional e tudo se complica quando ele recebe uma lista de alvos muito próximos do seu mundo de escritor. O outro se chama João Martins e tem a ideia de escrever um livro sobre um escritor que também é assassino profissional. A surpresa é que pessoas à sua volta começam a morrer exatamente do jeito que ele descreve em seus livros. Intrigante, não é? É impressionante como as duas histórias se interligam no final. Apesar de ter um vocabulário português de Portugal, isso não faz com que o interesse pela história vá embora.

Before I Go To Sleep por SJ Watson: se você é leitor assíduo de meu blog desde o início, com certeza conhece esse livro. Eu comprei essa obra durante minha estada em Londres, Inglaterra e com certeza foi um dos melhores livros que já li! Até onde sei, ele infelizmente não possui uma versão traduzida para português, mas se você sabe inglês, não perca tempo e devore Before I Go To Sleep porque, além de ajudar com seu vocabulário, a história vale muito a pena. Para ler a resenha, clique aqui.

O Mistério da Casa Abandonada por Marconi Leal: eu lembro até hoje do dia em que comprei esse livro. Estava chovendo bastante e eu fui com minha mãe em uma feira que acontece anualmente aqui em minha cidade. Eu não sabia exatamente o que estava procurando, só sabia que queria comprar um livro. Foi então que minha mãe avistou-o em uma prateleira. Eu li o resumo na contracapa e decidi que seria aquele. O Mistério da Casa Abandonada é um livro espírita pequeno, de 108 páginas e com certeza não é um best-seller. Mas uma coisa eu posso assegurar: é muito interessante e vale a pena ler! Ele conta a história de três crianças que resolvem inspecionar uma casa abandonada e acabam desvendando grandes mistérios e passam por uma grande aventura de crescimento e compreensão do mundo espiritual. Apesar de ser um livro que envolve uma doutrina não aceita por todas as pessoas, eu o indico para todos aqueles que possuem uma mente aberta e gostam de descobrir coisas novas.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Como Funciona o Teste de DNA?


Hoje, novamente, a postagem tem a ver com genética, mas dessa vez longe de brigas entre pastores e geneticistas. Quem nunca se perguntou como funciona o teste de DNA? É meio intrigante como os laboratórios conseguem descobrir o parentesco entre duas pessoas através desse exame, mas hoje vocês todos irão descobrir como esse processo funciona.

Primeiramente, é preciso saber quais são as aplicações práticas do teste de DNA. O exame possui quatro usos básicos:

- Teste de paternidade: para descobrir se alguém é o pai biológico de uma criança;
- Testes forenses: para ajudar a identificar suspeitos ou vítimas em uma investigação criminal;
- Terapia genética: para testar os pais ou fetos de condições genéticas ou defeitos de nascimento;
- Genealogia Genética: para saber mais sobre os antepassados de alguém.

Mas, afinal, o que é DNA?
É uma molécula que carrega nosso código genético e determina traços desde a cor dos nossos olhos até aspectos de nossa personalidade. Cada célula de nosso corpo carrega um conjunto completo de nosso DNA.

O que o teste de DNA procura?
Se você comparar o DNA de duas pessoas, eles serão 99,9% idênticos. O 0,1% de sequências de código que varia de pessoa para pessoa é o que nos faz únicos. Essas sequências são chamadas de ''marcadores genéticos'' e é a parte do código que cientistas forenses usam quando fazem um teste de DNA. Gêmeos idênticos são as únicas pessoas que possuem marcadores genéticos idênticos. Entretanto, quanto mais próximas geneticamente duas pessoas são, mais provável será que seus marcadores genéticos sejam parecidos. A chave para o teste de DNA é saber para onde olhar em bilhões de letras do código genético para encontrar os marcadores genéticos que identificam as semelhanças ou diferenças importantes entre as pessoas.

Como o teste de DNA funciona?
Testes paternos, forenses e genéticos procuram por semelhanças nos marcadores genéticos entre duas amostras biológicas. Visto que todas as células do corpo contém o mesmo DNA, as amostras podem ser coletadas de quase qualquer lugar do corpo, incluindo pele, fios de cabelos, sangue e outros fluídos corporais. Um cientista forense pode comparar o DNA de células da pele encontradas embaixo das unhas de uma vítima atacada com o DNA de uma amostra de sangue coletada de um suspeito.

Primeiramente, o DNA é isolado das células e milhões de cópias são feitas usando um método chamado ''reação em cadeia da polimerase'', ou RCP. A RCP utiliza uma enzima que ocorre naturalmente para copiar um trecho específico de DNA repetidas vezes. Tendo lotes de DNA faz com que o código genético seja mais fácil de analisar. As moléculas de DNA são então divididas em locais específicos para separá-las em ''pedaços'' e o código naquele ponto específico é analisado para criar uma impressão digital de DNA. As impressões digitais de duas amostras diferentes são então comparadas para ver se combinam.

Qual é a precisão do teste de DNA?
A precisão dos testes de DNA tem grandes implicações. Testes de DNA são, às vezes, a única evidência para provar que um suspeito foi envolvido em um crime, ou alguém inocente que foi condenado injustamente. É fácil de dizer se o DNA de duas amostras biológicas não corresponde. Mas uma simples correspondência não significa com certeza que as duas amostras vêm de uma mesma pessoa. Há sempre uma pequena chance de que dois marcadores genéticos de diferentes pessoas possam ser o mesmo, especialmente se elas são parentes. Para reduzir a possibilidade de erro, os cientistas testam mais de um marcador genético. Quanto mais marcadores idênticos existirem em duas amostras, mais preciso é o teste. No entanto, testar mais marcadores requer mais tempo e é mais caro. Testes de DNA forenses normalmente examinam de 6 a 10 marcadores.  A chance de duas pessoas sem qualquer relação parental terem perfis idênticos é menos de uma em um bilhão. 

Interessante, não é? Eu particularmente sempre quis saber como essas coisas funcionavam. Essas informações foram retiradas do site da BBC e traduzidas por mim. Espero que tenham gostado!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Geneticista x Pastor

No início do mês de fevereiro deste ano, uma entrevista polêmica com o pastor Silas Malafaia no programa De Frente com Gabi deu o que falar. Em meio a assuntos como patrimônio, revista Forbes e dízimo, com certeza nenhum tema se destacou mais do que a opinião do pastor sobre a homossexualidade. Se você ainda não teve a oportunidade de ver a entrevista, deixo-a aqui embaixo.


Se você já viu a entrevista, com certeza já sabe que o pastor afirmou com todas as letras que não existem genes relacionados à homossexualidade e que ninguém ''nasce gay''. Diante desta situação, o geneticista Eli Vieira fez um vídeo resposta ao pastor, retratando que existe sim uma contribuição dos genes na manifestação da orientação sexual e mostrando os seguintes dados:

- Baseado em estudos desde a década de 50, a concordância entre gêmeos monozigóticos (idênticos) é sempre maior do que entre gêmeos dizigóticos (ou fraternos), ou seja, quando um gêmeo é homossexual, o outro também é e isso aumenta conforme o grau de parentesco genético entre eles;

- Uma investigação do cérebro humano mostra que homens homossexuais têm similaridades cerebrais a mulheres heterossexuais e vice-versa;

- As diferenças sexuais no cérebro e no comportamento são o ponto final da determinação do sexo;

- Comportamento é um fenótipo influenciado por genes;

- As características de um indivíduo têm influências tanto genéticas quanto ambientais;

- Homens homossexuais são mais sensíveis ao cheiro da Androsterona (molécula que contribui para o odor masculino), o que indica que nenhum homem que escolhe ser homossexual poderia escolher como o seu olfato reage ao cheiro masculino;

- Baseado em um estudo com ratos, a serotonina contribui para a orientação sexual.

Abaixo, deixo o vídeo de Eli Vieira:


Alguns dias depois, o pastor Silas Malafaia manifestou-se em um vídeo resposta ao geneticista. Uma coisa que realmente chamou a minha atenção foi ele começar explicando a diferença entre verdade científica e teoria científica, e eu gostaria de falar sobre isso mais adiante nesta postagem. Seguindo meu relato sobre o vídeo, Silas cita um grande e renomado geneticista chamado Francis Collins, e afirma que o mesmo declara que ''não tem gene homossexual''. Eu fui para a internet pesquisar sobre esse grande cientista e seus estudos sobre as bases genéticas da homossexualidade e achei um grande mal-entendido sobre suas conclusões. No site de Warren Throckmorton, um professor universitário de psicologia, há uma explicação sobre o seguinte trecho do livro de Francis:

''Uma área de particular interesse público é a base genética da homossexualidade. Evidências de estudos com gêmeos apoiam de fato a conclusão que fatores hereditários têm um papel na homossexualidade masculina. No entanto, a probabilidade de que o gêmeo idêntico de um homossexual masculino irá também ser gay é de aproximadamente 20% (comparado com 2-4 por cento de homens da população geral), indicando que a orientação sexual é geneticamente influenciada mas não programada pelo DNA, e que qualquer gene envolvido representa predisposições, e não predeterminações.''

Na internet, há um grande número de fontes que atribuem a seguinte citação à Francis:

''A homossexualidade não é programada. Não existe gene gay. Nós mapeamos o genoma humano. Nós agora sabemos que não há causa genética para a homossexualidade.''


Como alega o professor Warren, Francis não disse isso. Ele entrou em contato com o geneticista e recebeu a seguinte resposta:

''Incomoda-me muito em saber que qualquer coisa que eu tenha escrito causaria angústia para você ou outros que estão procurando por resposta sobre a base genética da homossexualidade. As palavras citadas pela NARTH vêm do Appendix para o meu livro ''A linguagem de Deus'' (p. 260-263), mas foi justaposta de uma maneira que sugere uma conclusão um pouco diferente da que eu pretendia. Eu gostaria de exortar alguém que se preocupa com o significado de remeter para o texto original.

A evidência que nós temos no presente apoia fortemente a proposição de que há fatores hereditários na homossexualidade masculina - a observação de que um gêmeo idêntico de um homossexual masculino tem aproximadamente 20% de probabilidade de também ser gay aponta para essa conclusão, uma vez que é 10 vezes a incidência da população. Mas o fato da resposta não ser 100% também sugere que outros fatores além do DNA possam estar envolvidos. Isso certamente não implica, no entanto, que esses outros fatores indefinidos sejam inerentemente alteráveis.

Sua nota indica que seu real interesse está na verdade. E isso é sobre tudo o que nós realmente sabemos. Ninguém nunca identificou um gene real que contribua para o componente hereditário (os relatos acerca de um gene no cromossomo X a partir de 1990 não realizaram-se), mas é provável que esses genes poderão ser encontrados nos próximos anos.''


E aqui agora eu gostaria retornar a questão sobre verdade e teoria científica. A realidade é que ninguém nunca conseguiu provar que uma pessoa nasce homossexual, assim como ninguém também nunca conseguiu provar que uma pessoa não nasça, muito pelo contrário, é fortemente aceito que os genes podem sim influenciar na oriental sexual. Estamos todos nós tratando de teorias científicas. O geneticista Eli Vieira fala exatamente que a orientação sexual PODE estar relacionada a genes e a fatores ambientais e culturais. O que eu não entendo é como o senhor pastor Silas Malafaia tem a capacidade de ofender e levantar a voz com um especialista no assunto, que estudou muito para isso e com certeza tem mais conhecimento que ele sobre genética. E mais: Francis ainda afirma na resposta ao professor que é muito provável que genes reais contribuintes para o componente hereditário sejam encontrados nos próximos anos, ou seja, a alegria do pastor pode durar pouco.


Abaixo, deixo o vídeo resposta de Silas:

Eu sou só uma menina de 16 anos de idade que está expressando sua opinião sobre esse assunto. Posso estar redondamente enganada em tudo o que eu disse aqui, mas de uma coisa eu estou certa: humildade é uma coisa muito importante na vida de TODOS, até de um pastor que se diz honesto e seguidor do bem.
Fonte: Warren Throckmorton | Traduções: Vitória Londero

domingo, 17 de fevereiro de 2013

AAAAAAAAH!

Venho aqui hoje nesse meu pequeno espaço na internet para tratar de um assunto que muitas vezes acaba passando despercebido e afeta um grande número de pessoas. Bem, para começar, quero contar a história de um pequeno menino de aproximadamente sete ou oito anos de idade que possui um medo um tanto incomum. Eu não tenho certeza se foi por conta de algum acontecimento traumático, mas ele tem um medo irracional de galinhas. Isso mesmo, galinhas. Ele e sua família frequentam o sítio do meu pai há bastante tempo, e sempre é a mesma história: o coitadinho passa o dia recolhido dentro de casa ou quando fica no pátio, vive olhando atentamente para todos os lados, já que as galinhas andam livremente por lá. Isso pode até parecer engraçado a primeira vista, mas trata-se exatamente do que eu quero falar aqui hoje. E a afirmação desse menino que ainda nem completou uma década de vida pode ajudar a começar o raciocínio desta postagem: ''Eu não queria ter medo de galinhas, mas eu infelizmente tenho. '' 

Ter aversão, sentir medo irracional e exagerado por algum animal, objeto ou situação é o que caracteriza a fobia, e muitos hoje em dia até mesmo possuem esse transtorno e não sabem. Na visão de inúmeras pessoas, sempre é bobagem, e isso é uma das coisas que mais prejudica aqueles que têm esse problema. Começando do ponto de vista do fóbico: quem acha que a pessoa sente medo porque quer, está redondamente enganado. Ninguém escolhe ter medo de cobras, avião, trovões, etc. Eu não sou psicóloga e muito menos pretendo exercer esse papel algum dia, mas o que eu sei é que muitas vezes alguma experiência traumática do passado pode contribuir muito para a pessoa vir a desenvolver fobia por algo, ou simplesmente isso não precisa acontecer para que ela tenha um comportamento fóbico. Porém, uma coisa é certa: quem tem fobia automaticamente tem vergonha, medo da reprovação dos outros, medo de chacotas e uma série de outras coisas que precisam ser entendidas. Quando a pessoa entra em contato com a situação/objeto/animal temido, ela se torna incapaz de controlar o seu interior, e isso gera crises de pânico ocorrendo palpitações, suor, tremedeira, enjoo, formigamento nos braços e uma série de outros sintomas desagradáveis. 

Partindo para o ponto de vista das pessoas que não possuem fobias, é realmente muito difícil entender o porquê de uma pessoa ter tanto medo de algo, afinal, elas nunca passaram por tal experiência e não sabem o que se passa na cabeça do fóbico. Eu digo e repito: só quem tem alguma fobia consegue entender perfeitamente outra que também possua. O problema é que muitos infelizmente não respeitam esse problema e isso agrava muito a situação de uma pessoa que tem esse transtorno. Eu acho que fobia é um assunto sério e deveria ser discutido com mais frequência nos meios de comunicação. Isso pode parecer estúpido, mas por que sempre abordam temas como prostituição, violência contra mulher e alcoolismo nas telenovelas e nunca criaram um personagem fóbico? Também é um problema que pode ter muitas consequências ruins. 

Por isso, não fóbicos: tenham respeito e procurem entender a situação de quem passa por esse problema que, sim, é muito sério e pode atrapalhar muito a vida social de alguém. 
Fóbicos: procurem ajuda, psicoterapia e profissionais da saúde mental, mas o mais importante de tudo - exijam respeito por parte dos outros.

Para finalizar, deixo uma lista de fobias de A a Z para vocês verem como há medos estranhos nesse mundo!