terça-feira, 31 de julho de 2012

Gêmeos Siameses: Unidos Para Sempre

É muito comum nós falarmos que duas pessoas são tão próximas que parecem ser ''ligadas'' ou ''coladas'' (metaforicamente falando, é claro). Mas, imagine se isso se tornasse realidade? É o que acontece com os gêmeos xifópagos, ou mais conhecidos como gêmeos siameses. Creio que todo mundo já ouviu falar na televisão ou na internet de algum caso de duas crianças que nasceram unidas seja pelo crânio, tórax ou até mesmo nádegas, e ficou se perguntando como e por que isso acontece. Calma que a Vitória vai explicar!

Primeiramente, é preciso entender os dois tipos de gêmeos que existem: bivitelinos e univitelinos. Os gêmeos bivitelinos são também conhecidos como ''gêmeos fraternos'' e resultam da fecundação de dois óvulos por dois espermatozoides. Eles não são idênticos e podem ser de sexos diferentes. Já os gêmeos univitelinos ou ''monozigóticos'', resultam da fecundação de apenas um só óvulo por um espermatozoide. Mas como são formadas duas pessoas? É simples: esse óvulo fecundado se divide em duas células completas e dá origem aos gêmeos idênticos que são sempre do mesmo sexo. E é aqui que mora o problema e a chance de serem produzidos gêmeos siameses: quando o zigoto ainda não está dividido por completo e o processo simplesmente para, vão ser originados gêmeos ligados por alguma parte do corpo ou ainda dividindo uma. É como se você estivesse fazendo um download e quando está em 60% a sua internet cai e o arquivo não chega corretamente. Comparação grotesca, mas é assim mesmo que acontece. É estimado que a cada 100 mil nascimentos, ocorre 1 caso de gêmeos siameses. Deu pra entender a minha rápida aula de biologia? Haha. xD

Alguém aqui já parou para pensar de onde veio o termo ''siameses''? A história é a seguinte: esse nome é usado em homenagem aos gêmeos Chang e Eng, que nasceram em Sião (hoje a Tailândia), no ano de 1811. Eles eram ligados pelo apêndice xifoide, localizado entre o peito e o abdômen.


Na Europa Medieval, gêmeos siameses eram sacrificados ao nascer pelo fato de serem considerados aberrações, o que francamente é sem sentido algum. Nenhuma criança escolhe vir ao mundo nessas condições e merece ter o direito de viver como qualquer outra. Hoje em dia, graças ao avanço da medicina e da tecnologia, é possível separar gêmeos xifópagos através de cirurgia, mas isso implica em examinar as duas crianças logo após o nascimento para saber se há um órgão vital para cada gêmeo (coração e fígado) e se eles têm condições de sobreviver separadamente. 

Clique aqui para assistir um interessante documentário das gêmeas Abigail e Brittany Hensel. Elas são dicéfalas, ou seja, apresentam um corpo unido com duas cabeças e pescoços separados.

(Esse assunto foi uma dica de um(a) leitor(a)! Se você também quer indicar algum tema para ser falado, deixe um comentário neste post ou mande uma pergunta no Ask.)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Before I Go To Sleep por SJ Watson


No início deste ano eu passei um mês em Londres em função de um intercâmbio que fiz para estudar e claro, conhecer o país maravilhoso que é a Inglaterra. Posso dizer que foi uma das melhores viagens da minha vida e que eu com certeza nunca mais vou esquecer. Mas hoje eu estou aqui para falar de um fantástico livro que eu acabei comprando por acaso em uma bookstore em frente à parada de ônibus que eu frequentava todos os dias no Twickenham, Londres. 

Um dia eu estava voltando para casa porque eu estava com aquelas sensações de gripe que todos conhecem. Dor de cabeça, um pouco de febre, nariz escorrendo... O frio inglês não é para qualquer um e ficar doente é quase que inevitável. Eu estava esperando o ônibus e tendo que aguentar aquela brisa gelada em meu rosto quando olhei para trás e entrar na livraria não era uma má ideia para me esquentar, já que todos os lugares lá são quentinhos devido à calefação. Entrei e fiquei olhando alguns livros, até que encontrei um simpático livro de capa amarela chamado ''Before I Go To Sleep'', escrito por SJ Watson. Li o breve resumo na contra capa e senti uma enorme curiosidade de mergulhar naquela história. Não hesitei e fui até o caixa antes que o meu ônibus chegasse.

Creio que todos vocês já assistiram o filme ''Como Se Fosse a Primeira Vez'', com a Drew Barrymore e o Adam Sandler, não é? Acho até que é meio impossível alguém nunca ter assistido devido a imensa criatividade que a Rede Globo tem na hora de escolher os filmes da Sessão da Tarde. O fato é que o livro de Watson é de certa forma parecido com esse filme, porém, não é um conto de fadas entre duas pessoas que se apaixonam, e sim um mistério a ser desvendado. Ele conta a história de Christine, uma mulher que sofreu um misterioso acidente que causou um sério dano em seu cérebro, e toda vez que ela dorme, perde totalmente a memória e não se recorda do próprio marido, Ben, do lugar que está e muito menos que idade tem. É como se toda a vida de Christine fosse apagada e ela voltasse a ser criança. Todas as manhãs Ben tem a missão de contar à ela quem é e tudo o que aconteceu. Mas e se a única pessoa que ela pode confiar estiver contando apenas a metade da história?

"Before I Go To Sleep'' é um livro que prende o leitor do início ao fim e é praticamente impossível perder o interesse pelo drama e pela vida diária de Christine. À medida que os dias vão passando, ela vai descobrindo certos detalhes que podem mudar sua vida e ajudá-la a entender o que realmente se passou no acidente, e tudo isso com a ajuda do Dr. Nash e um diário em que ela escreve tudo o que aconteceu em seu dia, para que ela possa saber de tudo após acordar na manhã seguinte. É extremamente fantástico e tem um final surpreendente! É com certeza um dos melhores livros que já li.

Recomendo esse livro para todas as pessoas que gostam de um bom thriller repleto de mistérios e coisas inesperadas. Com certeza vale a pena ler!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Terror por Opção


Hoje o frio do meu apartamento me correu de casa e eu decidi ir na locadora comprar um chocolate quente para passar o tempo. Tentei tomá-lo mas acabei com a língua queimada, então fiquei olhando a seção de séries enquanto esperava esfriar. Fiquei uns dez minutos olhando de capa em capa, até que achei Supernatural. Já havia ouvido falar da série várias vezes e via a propaganda na Warner, mas nunca tinha parado para assistir. Eis que então me decidi e fui para casa ainda remando no chocolate quente e com uma sacola plástica contendo a primeira temporada. Estou escrevendo depois de assistir o episódio piloto, e realmente achei a história bem interessante. Os irmãos Winchester têm um senso de humor que me cativou bastante, e com certeza vou devorar os outros 21 episódios que tenho pela frente. 

Essa história toda me fez pensar: minha mãe odeia filmes/séries ou qualquer coisa que seja de terror ou sobrenatural. Eu sou totalmente ao contrário dela. Eu simplesmente adoro assistir coisas desse gênero e ela sempre diz que eu sou meio ''maluca'' por isso e que coisas ruins atraem coisas ruins. Eu particularmente não acredito nisso e vejo esse tipo de filme/série como uma maneira de me distrair. Então eu fiquei pensando: por que será que nós seres humanos achamos divertido assistir acontecimentos que nós não desejamos para nós mesmos? É algo meio bizarro, se você for parar para pensar. Eu sei que essas minhas reflexões são fora do comum, mas eu queria saber a opinião de vocês sobre isso e se vocês também gostam de uma pitada de terror de vez em quando. 

Deixem a preguiça de lado e comentem nesse post. Pode ser? 
Um beijo e até a próxima!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Que é Preciso para Constuir uma Bomba Nuclear?


Hoje venho aqui para falar sobre um assunto que vem sendo discutido com frequência. É do conhecimento de todos que uma bomba nuclear pode aniquilar seu inimigo com um piscar de olhos e não se trata só disso: uma arma como essa permite que um país tome seu lugar no palco mundial. Até agora, apenas oito países já detonaram bombas nucleares e alguns ainda são suspeitos de possuí-las ou tentar desenvolvê-las. Esse é um caso do Irã, apesar do país afirmar com veemência que seu programa nuclear tem apenas propósitos pacificadores (o que na minha opinião é um tanto improvável).

Mesmo com uma tecnologia muito avançada, tornar-se uma nação nuclear não é uma tarefa fácil. Isso envolve persistência, decepções e anos de trabalho duro. Mas o que é preciso para construir uma bomba nuclear? Baseando-me em um artigo da BBC, trago abaixo 10 passos indispensáveis na criação de uma.

Passo 1: Escolha seu isótopo

Toda nação que almeja construir uma bomba nuclear precisa juntar seus cientistas, engenheiros e técnicos. Esse time irá saber tudo sobre como funciona um trabalho nuclear baseando-se em um único princípio: quando um núcleo pesado de um átomo se parte, ele converte uma pequena parte de massa em energia pura. Explosões nucleares são acionadas através de uma reação em cadeia descontrolada em um grande bloco de material, onde cada nova separação provoca mais divisões, liberando mais energia. Felizmente, a maioria dos materiais radioativos não pode sustentar a reação em cadeia. Os isótopos mais comuns que podem são o Urânio-235 e o Plutônio-239 (o último não é encontrado na natureza, então o Urânio é a escolha natural da maioria dos países).

Passo 2: Consiga Urânio

Pode soar uma piada, mas esse é o passo mais fácil. O Urânio é comercializado em todo o mundo e é vendido em uma forma de pó chamada ''bolo amarelo''. Alguns países como o Irã decidiram ir sozinhos e produzirem seu próprio pó amarelo. Infelizmente, comprar em massa tem suas consequências. No Katazoprom - Cazaquistão (maior fornecedor de urânio do mundo), só é encontrado Urânio-238, um isótopo natural que não sustenta nenhuma reação nuclear. Apenas 0,710% é de Urânio-235 e mesmo a mais simples arma nuclear necessita de 50kg de 90% Urânio-235 puro. Além disso, ele precisa ser armazenado, o que significa que o país precisa pensar em construir um complexo nuclear.

Passo 3: Começar a Processar

Para deixar o Urânio-235 útil, uma equipe precisará separar os isótopos. Quimicamente, o Urânio-235 e o Urânio-238 são idênticos. A única forma de separá-los é por suas massas (o 238 tem mais três nêutrons e, portanto, é um pouquinho mais pesado). A técnica mais eficiente é girar o Urânio dentro de uma centrífuga, mas isso pode causar uma bagunça. Para ter o bolo amarelo em uma forma gasosa mais útil, uma equipe de pesquisadores em casacos brancos segue uma simples receita: aqueça-o para queimar as impurezas, e depois exponha-o ao fluoreto de hidrogênio para tornar o Urânio tetrafluoreto. Aqueça o tetrafluoreto de Urânio de novo em um forno preenchido com gás de flúor, e com um pouco de sorte você obterá hexafluoreto de urânio gasoso.

Passo 4: Roube Algumas Partes

Agora, é hora de conseguir uma centrífuga para separar o Urânio-235 do Urânio-238. Para separar minúsculas massas atômicas é preciso de algo que gire dezenas de milhares de vezes por minuto. Centrífugas são tecnologias difíceis de serem dominadas e nenhum país ''iniciante'' deve contar com a ajuda de uma potência nuclear. Por isso, há uma organização conhecida como Nuclear Suppliers Group e é através dela que os países cuidadosamente exportam partes e designs de centrífugas.

Passo 5: Enriquecer

Independentemente de como eles fazem, um país irá precisar de milhares de centrífugas. Elas precisam ser amarradas juntas em ''cascatas'' que podem enriquecer o gás hexafluoreto de urânio feito anteriormente. Passando hexafluoreto de cascata para cascata, o Urânio-235 começará a se acumular lentamente. O Irã tem trabalhado no processo de enriquecimento desde o ano 2000 e em Fevereiro de 2010 disse que tinha começado o processamento de Urânio para enriquecimento de 20%. É um tedioso processo que leva meses para acabar, e pode ficar ainda mais devagar por conta de acidentes e sabotagem. Um poderoso vírus de computador chamado Stuxnet fez com que centenas de centrífugas do Irã girassem à parte. Contudo, se um país usar as centrífugas sabiamente, pode-se obter Urânio-235 suficiente para uma bomba em apenas um ano.

Passo 6: Comece um Projeto

Enquanto um país está esperando pelo Urânio enriquecer, é preciso começar a pensar em um projeto de bomba. Primeiro, é preciso saber o objetivo da arma nuclear. Se for um objeto de terror furtivo ou um dispositivo que irá sustentar a reputação interna de um regime instável, então uma arma tipo pistola é a melhor forma. Um dispositivo de arma pode ser facilmente feito partindo de um barril de artilharia velho que vai, literalmente, disparar duas massas críticas do urânio em conjunto. Exige mais do que duas vezes o material de uma arma nuclear padrão, e não pode caber facilmente em um míssil. Mas a arma tipo revólver, é garantido que funcione na primeira tentativa.

Se, por outro lado, o regime está procurando construir uma arma que possa ser lançada rapidamente, então uma arma de implosão é melhor. Armas de implosão funcionam embalando explosivos em volta de uma esfera de Urânio-235. Detonar os explosivos simultaneamente irá espremer a esfera até ela atingir uma massa crítica. Para fazê-la funcionar exige um tempo preciso e um nêutron ''detonador'' que irá dar à arma um ''empurrão'' no momento certo. Mas as vantagens são de que as armas de implosão usam menos material e podem se encaixar no topo de um míssil. Evidências coletadas pela International Atomic Energy Agency sugerem que o Irã tem trabalhado em armas de implosão.

Passo 7: Manufaturar

Nesta fase, o país já precisa ter o seu projeto e o Urânio-235 enriquecido, mas ainda não chegamos lá. Primeiro, uma equipe de cientistas precisa passar o Urânio gasoso para a forma de metal. Uma simples receita usando água, ácido fluorídrico e magnésio faz o truque. Com o metal pronto, ele precisa tomar a forma desejada: duas metades de uma esfera para a arma de implosão ou discos para uma arma tipo pistola.  Mas eles terão que tomar cuidado para não trabalhar muito de uma vez. Se você fizer algo errado nessa fase há um risco de um acidente de criticidade. Não vai ser uma explosão nuclear completa, mas a explosão será poderosa o suficiente para destruir a oficina e, provavelmente, dar a qualquer pessoa trabalhando no dispositivo uma dose fatal de radiação.

Passo 8: Desenvolver um Sistema de Entrega

Uma arma nuclear não é útil a menos que haja uma forma de entregá-la para o inimigo (idealmente longe do ponto de lançamento). Misseis de curto alcance podem ser comprados de países como a Coreia do Norte. Mas mísseis de longo alcance são altamente controlados, e tentar construir um pode ser mais difícil do que construir a própria arma nuclear. Alternativas incluem armas lançadas por submarinos e misseis de cruzeiros, que são ainda mais complexos, e bombardeiros. Essa última opção, embora lenta e vulnerável, é provavelmente a melhor aposta tecnológica para uma nação iniciante.

Passo 9: Teste

Mesmo que um país construa uma simples arma tipo pistola, é válido conduzir um teste nuclear. Nos dias de hoje, os testes são feitos subterraneamente para conter o vazamento de radioatividade, então isso requere cavar um buraco ou encontrar uma mina abandonada que possa ser preenchida com pedras e cascalho. O resultado não será uma nuvem de cogumelo, mas ainda vai ser notado. A Comprehensive Test Ban Treaty Organisation em Viena dispõe de uma rede global de sismógrafos sensíveis e detectores de radionuclídeos que podem pegar até mesmo as menores explosões nucleares.

Passo 10: Desfrute das Sanções do seu Trabalho

Até agora o país aspirante nuclear dedicou anos de esforço e muitos milhões de dólares para seu programa nuclear. Você pode pensar que todo esse trabalho ganharia elogios, mas é muito mais provável ser golpeado com algumas penalidades graves. Após a Coreia do Norte realizar seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, a UN impôs sanções paralisantes, que trouxe a economia do país para baixo. O Irã, da mesma forma, enfrenta a ameaça de sanções, caso ele não abra a sua pesquisa nuclear aos inspetores internacionais.

Créditos: BBC / Tradução: Vitória Londero

domingo, 15 de julho de 2012

Apresentação

Quintessência. O que há de principal, de melhor e de mais puro em alguma coisa. 

Há tantos detalhes na nossa vida que acabam passando despercebidos. Tantas coisas que muitas vezes eu paro para pensar e sinto tanta vontade de compartilhar com mais alguém... E eu tenho certeza que isso não acontece exclusivamente só comigo. Acho que todas as pessoas possuem um lado ''poético'' e especulativo sobre as coisas, mas o que geralmente as bloqueia de compartilhar esses pensamentos com o resto do mundo é o medo de não ser aprovado ou ignorado. Mas eu tenho uma fórmula secreta para todas essas pessoas: não tenham medo. Arrisquem-se. Coloquem as opiniões de vocês no papel, escrevam! Não há nada melhor do que a escrita para liberar tudo o que estamos sentindo. É a ferramenta mais poderosa de todas.

Acreditem, eu já tive vários blogs sobre vários tipos de coisas. Eu tenho paixão por escrever e como diz ali do lado, quero ser jornalista. A questão é que eu nunca consegui continuar escrevendo em nenhum deles. Talvez por falta de motivação ou simplesmente porque o blog se perdeu no tempo e eu acabei esquecendo que ele existia. Mas dessa vez, com o Quintessência vai ser diferente. Inicialmente, vou colocar a mim mesma na obrigação de fazer uma postagem por semana, sem falta! Tudo o que eu achar que merece ser compartilhado, vou escrever aqui. 

Eu realmente espero que vocês gostem! 
Então ok, termino essa apresentação aqui. Até a próxima!